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BOOK LIST

A little piece of that cake

Thinking Fast and Slow by Daniel Kahneman

 

Daniel Kahneman, em “Rápido e Devagar – duas formas de pensar “, trata do pensamento e do comportamento humano, a partir de uma perspectiva científica rigorosa, baseada em experimentos controlados, e focada em decisões, escolhas e julgamentos. Ele analisa o processo de pensar, decidir e julgar e aponta dezenas de erros e desvios comuns nesses processos. Ele explica os diversos tipos de heurística e de viés que condicionam nossa prática cotidiana.

O autor usa termos criados por outros pesquisadores para simplificar a compreensão de suas descobertas. Por exemplo, quando estabelece que o ser humano tem duas instâncias de pensamento, uma mais rápida, o Sistema 1, e uma mais devagar, o Sistema 2, que se articulam e se apoiam, mas nem sempre da maneira mais clara e positiva. Ou, noutro exemplo, quando debate o comportamento para colocar em confronto o racional e o emocional. Nessas circunstâncias, ele opõe os Econs (que se comportam segundo a mais clássica teoria econômica, livres e racionais) e os Humanos (mais próximos de ter seu comportamento definido pelas emoções). E, finalmente, quando ele estabelece a existência de dois “eus”: o eu experiencial (aquele que vive a experiência) e o eu recordativo (que usa a lembrança).

O livro está sempre relatando experimentos e apontando para o viés (uma espécie de preferência intuitiva que confronta a racionalidade) e para a heurística (investigação progressiva, por etapas, todas provisórias), e consegue manter-se no campo do rigor sem exageros, sem cansar o leitor, pois tanto os experimentos quanto as análises são feitas com situações típicas do cotidiano de pessoas comuns e a linguagem do autor é simples e direta.

Os exemplos e as análises envolvem juízes, empresários, serviço público, mídia, jogadores e apostadores, investidores e especuladores e, não raro, colocam essas figuras em situação muito próximas do ridículo. A figura dos CEO’s (executivos principais das empresas privadas), por exemplo, é bastante associada ao excesso de confiança, que beira a arrogância, lembrando que tais figuras costumam aparecer na mídia apenas quando acertam. As decisões em tribunais, por exemplo, prova o livro, têm enorme correlação estatística com a hora em que os julgadores se alimentaram.

A IMPORTÂNCIA DO LIVRO

Em termos clássicos, o mundo real (da política, da economia, por exemplo) sempre pautou-se pela premissa de que o comportamento humano é baseado na razão, o que dá enorme suporte ao pensamento político liberal-democrático e à ideologia capitalista. Nos últimos cinquenta anos, a turma do Marketing rompeu essa lógica e adotou a premissa de que o consumidor é mais regido pela emoção do que pela razão, e apostou e ganhou. Mais recentemente, desenvolveu-se a teoria das finanças comportamentais (ou economia comportamental), que, discretamente, os sistemas bancários adotaram imediatamente. Daniel Kahneman é uma estrela nesse campo de pesquisas e seu livro é uma excelente amostra do que esse novo saber é capaz de fazer em todos as áreas da vida moderna (política, economia, negócios, jogo, dinheiro, relacionamentos etc).

A leitura do livro exige fôlego e paciência, mas vale a pena percorrer todas as suas páginas. A absorção do conhecimento não é difícil, desafiador é aplicar suas lições à vida prática. Para psicólogos, psicanalistas, políticos e gestores públicos, profissionais das áreas de marketing e comunicação e para quem quer melhor compreender os erros de escolha e julgamento dos outros (e os próprios), trata-se de leitura mais que recomendada.

O AUTOR

Conforme a orelha do livro, Daniel Kahneman nasceu em Israel em 1934, é professor emérito de Psicologia da Universidade de Princeton e professor emérito de Psicologia e Relações Públicas da Woodrow Wilson School of Public Affairs de Princeton. Recebeu o Prêmio Nobel de Economia em 2002 por sua obra pioneira com Amos Tvesky sobre os processos de tomada de decisões.

A PUBLICACÃO

“RÁPIDO E DEVAGAR – duas formas de pensar”, de Daniel Kahneman (Prêmio Nobel de Economia de 2002) foi publicado no Brasil pela editora Objetiva, em 2012 (um ano após seu lançamento no exterior), com 607 páginas. O livro inclui dois artigos científicos de Kahneman e quase 60 páginas de notas.

O Financial Times classificou o livro como “uma obra-prima”, e o New York Times Book Review o elegeu um dos melhores livros de 2011.

CURTAS

  • Um compreensão mais profunda de julgamentos e escolhas exige também um vocabulário mais rico do que o disponível na linguagem do dia a dia.

  • Os cientistas sociais da década de 1970 aceitavam amplamente duas ideias sobre a natureza humana. Primeiro, as pessoas são, no geral, racionais, e suas opiniões normalmente são sólidas. Segundo, as emoções como medo, afeição e ódio explicam a maioria das ocasiões em que as pessoas se afastam da racionalidade.

  • Um tema recorrente deste livro é que a sorte desempenha um grande papel em toda história de sucesso; quase sempre é fácil identificar uma pequena mudança na história que teria transformado uma realização notável num desfecho medíocre. Nossa história não foi exceção.

  • A expectativa de fofoca inteligente é um motivo poderoso para a autocrítica séria, mais poderoso do que resoluções de ano-novo para melhorar as próprias tomadas de decisão no trabalho e na vida pessoal.

  • A intuição do especialista para nós parece magia, mas não é. Na verdade, todo mundo realiza prodígios de perícia intuitiva várias vezes ao dia.

  • Dinheiro compra felicidade? A conclusão é que ser pobre torna a pessoa infeliz, e que ser rico pode intensificar a satisfação da vida de alguém, mas (na média) não melhora o bem-estar experimentado.

  • Esta reforma não vai passar. Os que só têm a perder vão lutar com mais afinco do que os que só têm a ganhar.

  • Os animais, incluindo as pessoas, se empenham mais para impedir perdas do que para obter ganhos… aversão à perda é uma poderosa força conservadora que favorece mudanças mínimas do “status quo” nas vidas tanto das instituições como dos indivíduos.

  • O sucesso a longo prazo de um relacionamento depende muito mais de evitar o negativo do que de buscar o positivo.

  • O cérebro de humanos e outros animais contém um mecanismo que é projetado para dar prioridade a notícias ruins.

  • O estrago causado por CEO’s superconfiantes é agravado quando a imprensa de negócios os consagra como celebridades; a evidência indica que prêmios de imprensa prestigiosos para o CEO saem caro para os acionistas…Organizações que dão ouvidos a especialistas superconfiantes podem esperar consequências onerosas.

 

BONS MOMENTOS

  • O Sistema 1 (de pensamento) funciona automaticamente e o Sistema 2 está normalmente em um confortável modo de pouco esforço, em que apenas uma fração de sua capacidade está envolvida. O Sistema 1 gera continuamente sugestões para o Sistema 2: impressões, intuições, intenções e sentimentos. Se endossadas pelo Sistema 2, impressões e intuições se tornam crenças, e impulsos se tornam ações voluntárias. Quando tudo funciona suavemente, o que acontece na maior parte do tempo, o Sistema 2 adota as sugestões do Sistema 1 com pouca ou nenhuma modificação. Você geralmente acredita em suas impressões e age segundo seus desejos, e tudo bem – normalmente… O Sistema 2 é ativado quando se detecta um evento que viola o modelo de mundo mantido pelo Sistema 1…Ao Sistema 2 também é atribuído o contínuo monitoramento de seu próprio comportamento – o controle que o mantém sendo educado quando está furioso, e alerta quando está dirigindo à noite… Na improvável eventualidade de este livro ser transformado em filme, o Sistema 2 seria um personagem secundário que acredita ser o herói. O traço definidor do Sistema 2, nesta história, é que suas operações são trabalhosas, e uma de suas principais características é a preguiça, uma relutância em investir mais esforço do que o estritamente necessário…O que os psicólogos realmente acreditam é que todos nós vivemos grande parte de nossas vidas guiados pelas impressões do Sistema 1.

  • Uma “lei do menor esforço” geral se aplica tanto ao esforço cognitivo quanto físico. Essa lei determina que se há vários modos de atingir um objetivo, as pessoas acabarão por tender ao curso de ação menos exigente. Na economia da ação, esforço é um custo, e a aquisição de habilidade é impulsionada pelo equilíbrio de benefícios e custos. A preguiça é algo profundamente arraigado em nossa natureza.

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  • A ideia de dinheiro evoca individualismo: uma relutância a se envolver com os outros, a depender de outros ou a aceitar pedidos dos outros. A psicóloga que conduziu essa pesquisa notável, Kathleen Vohs, mostrou-se, de maneira louvável, contida em discutir as implicações de suas descobertas, deixando a tarefa aos seus leitores. Seus experimentos são profundos – suas descobertas sugerem que viver em uma cultura que nos cerca com lembretes de dinheiro pode moldar nosso comportamento e nossas atitudes de maneiras a respeito das quais não temos consciência e das quais talvez não nos orgulhemos.

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  • O mero pensamento de esfaquear um colega de trabalho pelas costas deixa as pessoas mais inclinadas a comprar sabão, desinfetante ou detergente do que pilhas, suco ou chocolate. Sentir que a própria alma está manchada parece disparar um desejo de limpar o corpo, impulso que foi apelidado de “efeito Lady Macbeth”.

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  • Um jeito confiável de fazer as pessoas acreditarem em falsidades é a repetição frequente, pois a familiaridade não é facilmente distinguível da verdade. Instituições autoritárias e marqueteiros sempre souberam desse fato. Mas foram os psicólogos que descobriram que você não precisa repetir a afirmação inteira de um fato ou ideia para lhe dar uma aparência de verdade.

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  • Ser pobre, na teoria da perspectiva, é viver abaixo do próprio ponto de referência. Há bens que os pobres precisam e não podem adquirir, de modo que estão sempre “no prejuízo”. Pequenas quantias de dinheiro que recebem são assim percebidas como redução do prejuízo, não como ganho. O dinheiro ajuda a pessoa a subir um pouco na direção do ponto de referência, mas os pobres permanecem sempre na parte abrupta da função de valor. Pessoas Pobres pensam como negociantes, mas a dinâmica é completamente diferente, Ao contrário de negociantes, os pobres não são indiferentes às diferenças entre ganhar alguma coisa e abrir mão de alguma coisa. O problema deles é que todas as suas escolhas se dão entre perdas. Dinheiro gasto em um bem é a perda de outro bem que poderia ter sido adquirido em lugar dele. Para os pobres, despesas são prejuízos.

  • Confundir a experiência com a lembrança dela é uma ilusão cognitiva convincente – e é a substituição que nos faz acreditar que uma experiência passada pode ser arruinada. O eu experiencial não tem uma voz. O eu recordativo às vezes está errado, mas é ele que fica de olho no placar e governa o que aprendemos com a vida, e é ele quem toma as decisões. O que aprendemos com o passado é maximizar as qualidades de nossas futuras lembranças, não necessariamente de nossa futura experiência.. Essa é a tirania do eu recordativo.

 

http://segundaopiniao.jor.br/resenha-rapido-e-devagar-de-daniel-kahneman/

Outliers: The Story Of Success by Malcolm Gladwell

Quais são os fatores que levam uma pessoa a se destacar no meio da multidão? Apenas o talento e o esforço são suficientes? O meio em que vivem exerce alguma influência? E o QI, é um bom indicador de sucesso na vida profissional?

No livro Outliers, Malcom Gladwell elabora uma extensa pesquisa destinada a comprovar que são inúmeras as variáveis que levam uma pessoa ao topo. Os indivíduos fora de série – como Mozart, Bill Gates ou os britânicos da banda The Beatles – além de terem praticado suas habilidades por uma quantidade de tempo extraordinária (mais de 10.000 horas), se beneficiaram de oportunidades disponíveis, vantagens ocultas e heranças culturais.

Além de estudar as pessoas em si, é preciso focar a análise em questões como o meio em que viveram, a época em que viveram, e quem foram seus amigos, dentre outros fatores, pois tudo isso exerce influência nas realizações humanas. Esse livro é uma viagem, mas no bom sentido do termo: uma viagem por histórias de pessoas em todos os cantos do mundo, desde as escolas públicas dos bairros mais pobres de Nova York até os centros de treinamento de empresas aéreas da Coréia do Sul, passando pelos campos de arroz da China e as montanhas rochosas e improdutivas da Escócia, sem esquecer das vilas campesinas da Jamaica. Vamos explorar o mundo dos fora de série!?

I | O “efeito Mateus”

Gladwell começa analisando as equipes infanto-juvenis de hóquei do Canadá, e descobre que a grande maioria dos destaques desse esporte nascem no começo do ano, particularmente nos meses de janeiro, fevereiro e março. Isso ocorre porque há uma diferença de desenvoltura corporal bastante acentuada entre quem nasce no começo e quem nasce no final do ano, na faixa dos 9 a 11 anos, e isso acaba sendo determinando na escolha dos melhores atletas. Já por aí se vê que não é apenas o esforço individual dos meninos que conta, mas sobretudo um fato totalmente aleatório, que é a época de nascimento deles (!).

2 | A regra das 10 mil horas

Analisando a biografia de personalidades que se destacaram pela excelência em seus respectivos campos de atuação, como Bill Gates, Mozart e The Beatles, o autor conclui que, para que alguém atinja um nível internacional de expert, são necessárias pelo menos 10 mil horas de prática, o que equivale a cerca de três horas por dia, ou 20 horas por semana, de treinamento, durante 10 anos. Trata-se de uma quantidade de tempo enorme, mas necessária para alcançar um padrão superior de qualidade em seu campo de atuação. Gostei particularmente dessa passagem do livro (p. 45):

“A prática não é aquilo que uma pessoa faz quando se torna boa em algo, mas aquilo que ela faz para se tornar boa em algo”.

Outro aspecto interessante desse capítulo é a constatação de que determinados grupos de pessoas de sucesso em áreas específicas nasceram também em demarcados momentos temporais. Por exemplo, os grandes industriais norte-americanos do século XIX nasceram todos na década de 1830. Boa parte dos gênios da informática, como Bill Gates, Bill Joy (Sun Microsystems) e Steve Jobs, nasceram todos na década de 1950. Isso significa que eles alcançaram a fase produtiva num momento em que a indústria estava florescendo, e souberam aproveitar as oportunidades que estavam disponíveis.

Em outros termos, para ser um fora de série, talento e esforço por si só não são suficientes. É preciso saber também aproveitar as oportunidades, e se beneficiar dos legados culturais do ambiente em que viveram. Além disso tudo, existe um fator aleatório, que é a sorte de terem nascido na melhor época.

3 | O problema com os gênios – parte 1

Ter um alto nível de inteligência medido pelos testes de QI não é suficiente para conseguir destaque. A partir de certo ponto, um conjunto de fatores que nada tem a ver com a inteligência lógica passam a preponderar para determinar o nível de sucesso de uma pessoa, como sua cultura, seu contexto familiar e as oportunidades que tiveram ao longo da vida.

4 | O problema com os gênios – parte 2

É interessante concluir que os pais nas famílias de classes mais altas – ao contrário do que se imagina, muitas vezes – se envolvem mais com as atividades dos seus filhos, do que pais de classes mais pobres, e isso tem um efeito avassalador sobre o desempenho educacional das crianças. O conhecimento não é construído somente a partir do que se ensina em sala de aula, pois ele requer a construção de habilidades sociais, sendo que a família desempenha papel crucial nesse aspecto. Gostei muito dessa outra passagem do livro (p. 97):

“O QI é um indicador, em grande medida, de habilidade inata. Mas a destreza social é construída por conhecimento. É um conjunto de habilidades que precisam ser aprendidas. Elas têm origem em algum lugar – e é no ambiente familiar que parecemos desenvolver essas atitudes e aptidões”.

5 | As três lições de Joe Flom

Gladwell conta a história de Joe Flom, que ergueu, do nada, um dos mais prestigiados escritórios de advocacia de Nova York, e, por tabela, dos Estados Unidos, sem dar especial ênfase ao seu nível de inteligência. Isto é, a história se desenvolve a partir das oportunidades que ele recebeu em sua época, e de como as aproveitou para avançar na carreira, como o fato de ter pertencido a uma geração de poucos indivíduos, e de ter sido criado numa família que adquiriu e desenvolveu um trabalho significativo trabalhando em indústrias de confecções.

Um trabalho, para ser significativo, precisa de três fatores: autonomia, complexidade e relação clara entre esforço e recompensa.

6 | Harlan, Kentucky

Os cinco primeiros capítulos trabalharam a importância de criar e aproveitar as oportunidades. A partir do capítulo 6, o autor demonstra a importância e a influência dos legados culturais na formação de indivíduos fora de série, os outliers. A pergunta que se coloca a partir daqui é se as tradições e atitudes que herdamos de nossos ancestrais podem resultar no sucesso de uma pessoa.

Esse capítulo faz comentários sobre a cultura da honra que imperava em algumas regiões da Grã-Bretanha, e que foi “exportada” para os Estados Unidos, por meio dos colonizadores.

7 | A teoria étnica dos acidentes de avião

Muitos acidentes aéreos estavam ocorrendo com uma cia. aérea da Coréia do Sul. Analisando esses acidentes, verificou-se que um dos fatores que estava contribuindo para essa estatística nada positiva era a próprio cultura que imperava no ambiente de trabalho dos coreanos, fundados na submissão exagerada. Então, depois de detectados tais problemas, uma revisão nos procedimentos da empresa foi realizada, e uma dessas revisões incluía a mudança de cultura, uma vez que o treinamento passou a ser oferecido por norte-americanos. O resultado foi positivo, uma vez que a empresa passou a ser uma das mais seguras do mundo.

Uma nota curiosa desse capítulo: quanto maior o índice de distância do poder (IDP) em um determinado país, maiores são as chances de ocorrer um acidente aéreo. O IDP é um estudo que toma por base atitudes referentes à hierarquia, ou seja, o grau em que uma cultura valoriza e respeita a autoridade. Países de baixo IDP são aqueles em que o poder é “algo de que seus detentores quase se envergonham e tentam minimizar”. Por exemplo: Suécia e Áustria. Nesses países, os líderes abrem mão de seus símbolos formais de poder, como ir ao trabalho de transporte público, por exemplo.

Coincidência ou não, o país com o maior índice de distância do poder, mais alto IDP, é… tchã tchã tchã tchã….Brasil-il-il.  E é um país com um índice alto de acidentes aéreos (infelizmente). A boa notícia é que é possível reverter esse quadro, pois a Coréia do Sul é a vice-líder no IDP, mas suas cia. aéreas agora estão entre as mais seguras do mundo, justamente devido à mudança dos legados culturais no treinamento dos pilotos.

8 | Arrozais e testes de matemática

Numa obra que prende o leitor do começo ao fim, é difícil para o resenhista eleger o melhor capítulo do livro. Mas esse pode ser considerado o melhor. Gladwell explica as razões pelas quais os asiáticos têm mais inteligência matemática, fundada tanto em razões de origem cultural, como a formação do alfabeto, que se reflete numa maior facilidade na forma de contagem dos números, como em razões de ordem histórico-geográfica, baseada no trabalho nos campos de arroz, que exigem precisão, trabalho duro, persistência e esforço. Esse “trabalho duro” se transmitiu para a persistência em resolver problemas de matemática, o que, aliado a vantagens de ordem cultural (maior facilidade na contagem de números), oferece vantagens competitivas aos asiáticos, que estão sempre ganhando competições internacionais de matemática (observe que até mesmo os países ocidentais premiados nesse tipo de competição levam para os testes pessoas com descendência oriental, uma exceção que só vem a comprovar a regra).

Essa verdade – habilidade dos asiáticos para a matemática – se manifesta de forma transparente em dois pontos. Primeiro, nos provérbios chineses, baseados no trabalho duro como fator determinante para recompensas, ao contrário, por exemplo, dos provérbios russos, baseados em fatalismo e pessimismo, próprios de um sistema feudal opressor. E, segundo, na constatação de que, em qualquer universidade, , você verá que os estudantes de origem asiática passam muito mais tempo na biblioteca, do que seus pares de origem não asiática.

Gostei dessa passagem do livro (p. 223):

“Dar duro é o que as pessoas bem-sucedidas fazem, e a virtude da cultura formada pela labuta nos arrozais foi proporcionar aos camponeses uma forma de encontrar significado em meio a toda aquela adversidade e pobreza”.

9 | A barganha de Marita

O sistema educacional norte-americano é marcado, dentre outros fatores, pelas longas férias de verão. Ocorre que os alunos de classes mais baixas sempre apresentam desempenho escolar inferior aos alunos de classes mais altas, quando tais testes são realizados logo após as férias de verão. Por quê? Porque, durante as férias, enquanto os alunos de classes mais baixas não têm aprendizado, se limitando, muitas vezes, a assistir TV, os alunos de classes mais altas não interrompem seu aprendizado: eles estão sempre aprendendo mais.

Logo, foi implantado nos EUA um programa de escolas, localizadas em periferia, baseado em mais carga horária, o que resultou em desempenho mais eficiente dos alunos, todos vindos de classes mais pobres. A conclusão é a de que não é a classe social da criança que determina seu rendimento escolar, mas sim a quantidade de tempo que ela dedica aos estudos. Exatamente como nos campos de arroz vistos no capítulo anterior: os chineses do delta do Rio das Pérolas cultivam seus arrozais durante o ano inteiro, com dedicação, persistência e trabalho duro.

Essa passagem do capítulo reflete seu conteúdo (p. 242):

“As causas da superioridade dos asiáticos em matemática se mostram ainda mais óbvias. As férias dos alunos das escolas asiáticas não são longas. Por quê haveriam de ser? Culturas que acreditam que o caminho para o sucesso está em acordar antes do amanhecer, 360 dias por ano, dificilmente concederão às suas crianças três meses de férias no verão. Nos Estados Unidos, o ano escolar dura, em média, 180 dias; na Coréia do Sul, 220 dias; no Japão, 243 dias”.

E aqui vai uma opinião estritamente pessoal: e se engana quem acha que, por trabalharem mais, os asiáticos viveriam menos, e “aproveitariam menos” a vida. Pois não só eles têm uma expectativa média de vida maior, como também são os grupos mais ativos de viajantes – basta perceber a incrível quantidade de asiáticos que circulam em países como Estados Unidos e Europa para comprovar isso. Além disso, gostam de fazer coisas de qualidade: basta lembrar de algumas cias. aéreas, como a Singapore Airlines, e alguns outras marcas, como Sony, LG e Samsung, para eletrônicos, e Hyundai e Honda para carros.

Epílogo | Uma história jamaicana

O livro fecha com uma história dos antepassados do próprio autor, para demonstrar que fatores como legados culturais e oportunidades aproveitadas por seus ancestrais foram fatores determinantes para se alcançar o sucesso.

Conclusão

É um livro excelente. Demonstra que, para alcançar o sucesso, é preciso dominar um conjunto de habilidades, e, se você quer preparar seus filhos para serem pessoas bem-sucedidas, é necessário desenvolver um ambiente familiar que estimule a criatividade e a inteligência.

É um livro que nos ensina a ter foco. É indispensável prática, muito prática, no ofício, até se tornar um expert em sua área. Mas isso por si só não é suficiente. Legados culturais importam, sim, na determinação do nível de sucesso de uma pessoa. O caminho para o sucesso envolve uma combinação de meritocracia com o saber aproveitar as oportunidades do contexto em que se vive, sem se esquecer da própria herança cultural, que também exerce um papel importante.

Leitura recomendada e aprovada!

http://www.valoresreais.com/2010/10/10/resenha-fora-de-serie-outliers-de-malcom-gladwell/

Mindfullness:

A Practical Guide to Finding Peace In a Frantic World

by Mark Williams and Danny Penman

Estudo Dirigido – Atenção Plena -

Capítulo 1 Correndo atrás da própria cauda

Palavras Chaves

Sua mente. Redescobrir a paz. Fundamentos da prática. Objetivos. Meditação de 1 minuto. Benefícios da meditação de atenção plena. Mitos sobre a meditação. Paz num mundo frenético. O papel da memória. Lado analítico e consciente da mente. Dois níveis de operação da atenção plena. Programa de 8 semanas.

Roteiro de Estudo do Capítulo 1

Leia o Capítulo 1 e sublinhe ou use um marcador de texto o que lhe chamou a atenção.

Faça um resumo das ideias e selecione os aspectos fundamentais.

Questionário de Fixação

Como você experiência a inquietação da mente?

Por que o livro foi escrito?

Como se originou a terapia cognitiva com base na atenção plena? (MBCT = mindfulness-based-cognitive therapy).

Qual o instituto que recomenda este programa de ajuda ás pessoas que sofriam de crises repetidas de depressão?

Descreva e pratique a “Meditação de um minuto”. (Quadro na página 12).

Qual o resultado desta prática?

Em que consiste a Atenção Plena?

Quais as mudanças a longo prazo da prática da Atenção Plena?

Quais os benefícios que foram evidenciados nos estudos sobre Atenção Plena. (Quadro p. 13.)

Quais são os “mitos” sobre o que seja meditação?

Por que a Paz e a Felicidade sempre parecem escapar por entre os dedos?

Como o estado mental está ligado à memória?

Quais os fatores que desencadeiam lembranças?

O que a Atenção Plena nos ensina como lidar com as lembranças e pensamentos prejudiciais?

O que significa dizer que a meditação é um posto privilegiado de observação?

Descreva as duas práticas do programa: 1) meditações diárias simples e 2) romper hábitos.

Qual é o ideal da prática do programa oferecido pelos autores?

Qual o capítulo do livro que inicia o programa?

Pesquisa Individual

Pesquise na internet e veja vídeos no youtube sobre os benefícios da Meditação.

http://www.esextante.com.br/atencaoplena/ para baixar o conteúdo do CD.

Avaliação

Sente em postura de meditação, feche os olhos, faça algumas respirações profundas e deixe que sua mente foque a atenção na sua MOTIVAÇÃO para meditar.

Estudo Dirigido – Atenção Plena -

 

Estudo Dirigido – Atenção Plena -

Capítulo 2 Por que nos atacamos?

Palavras Chaves

Caso Lucy. Espiral descendente. Infelicidade, estresse e depressão. Componentes da emoção. Ciclo vicioso de lembranças. Pensamento crítico racional. Modo atuante. Consciência pura. Mente tagarela. Impulso reativo.

Roteiro de Estudo do Capítulo 2

Leia o Capítulo 2 e sublinhe ou use um marcador de texto o que lhe chamou a atenção.

Faça um resumo das ideias e selecione os aspectos fundamentais.

Questionário de Fixação

O que contribui para os estados de infelicidade, estresse, depressão e ansiedade crônica?

O que compões uma emoção?

Como o estado de humor afeta o corpo?

Como Oliver Burkeman descreveu a espiral emocional descendente?

Como os animais e humanos reagem diante do perigo?

Qual o papel da amígdala cerebral?

Como funciona o pensamento crítico racional em relação às emoções? (Modo atuante).

Por que este modo piora o estado emocional (concentrar-se no hiato entre como está e como gostaria de estar).

Por que remoer pensamentos reduz nossa capacidade de resolver problemas?

Como escapar do Círculo Vicioso?

O que significa dizer que a mente tem consciência de que está pensando?

Como a “pura consciência” (pure awareness) permite que você cale (step outside) a “mente tagarela” (chattering negative self-talk) e inibe os impulsos e reações negativas (reactive impulses and emotions).

Pesquisa Individual

https://youtu.be/EJjyrzqkXrE Entrevista com Jon Kabat-zinn

Avaliação

Faça o exercício de observação proposto na página 31. Enquanto está lendo este livro, veja se consegue perceber qualquer sinal de fadiga em seu corpo...

Que aspectos deste capítulo você pode aplicar em sua vida?

     

 

Estudo Dirigido – Atenção Plena -

Capítulo 3 Despertando para a vida

Palavras Chaves

Mudança de perspectiva. Modo atuante da mente (mind´s problem solving doing mode). Modo existente (Being mode). As sete características dos modos “atuante” e “existente”. Mudança consciente de marcha. Felicidade criando raízes. A ínsula e empatia. Benefícios comprovados da meditação. Atenção plena e resiliência.

Roteiro de Estudo do Capítulo 3

Leia o Capítulo 3 e sublinhe ou use um marcador de texto o que lhe chamou a atenção.

Faça um resumo das ideias e selecione os aspectos fundamentais.

Questionário de Fixação

Como “observar a vida sob uma luz diferente” pode transformar os sentimentos?

Como pensar de “um ponto diferente no tempo¨?

Explique os dois modos de atuar da mente: modo atuante X modo existente. (ver nota 1 pg. 197).

Como a Atenção Plena surge espontaneamente do modo existente?

Como a Atenção Plena permite “mudar de marcha” quando precisamos?

Explique as sete características dos modos “atuante” X “existente”.

Como os estudos demonstraram as alterações nas áreas cerebrais das pessoas que meditam?

Como os estudos demonstraram as alterações no sistema imunológico das pessoas que meditam?

Qual a relação da ínsula e a empatia?

Quais os outros benefícios comprovados da meditação?

Como a Atenção Plena aumenta a resiliência?

Descreva a “meditação do chocolate”.

Pesquisa Individual

Procure no youtube vídeos sobre os benefícios da meditação. (benefits from meditation).

Avaliação

Faça a “meditação do chocolate”. Página 53.

Que aspectos deste capítulo você pode aplicar em sua vida?

     

Estudo Dirigido – Atenção Plena -

 

Estudo Dirigido – Atenção Plena -

Capítulo 4 Apresentação do Programa de oito semanas

Palavras Chaves

Meditação. Liberador de hábitos. Prática da semana. Ênfase das quatro primeiras e quatro últimas semanas. Dimensões do modo existente. Palavra de advertência.

Roteiro de Estudo do Capítulo 4

Leia o Capítulo 4 e sublinhe ou use um marcador de texto o que lhe chamou a atenção.

Faça um resumo das ideias e selecione os aspectos fundamentais.

Questionário de Fixação

Os próximos capítulos do livro mostram como acalmar a mente e aumentar a felicidade por meio da.............

Quais os dois elementos de cada um dos oito capítulos a seguir?

Qual é o ideal da prática?

Qual é a ênfase nas primeiras quatro semanas do programa?

Qual é a ênfase nas quatro semanas seguintes do programa?

Leia o texto em destaque “Resumo do programa semana a semana” e destaque o tema das semanas.

Como as dimensões do modo existente estão inter-relacionados?

Qual é o propósito das práticas “liberadores de hábitos”?

Como reservar tempo e espaço para meditar?

Qual a palavra de advertência?

Pesquisa Individual

Procure no youtube vídeos sobre a prática da meditação da atenção plena (mindfulness).

Reveja os vídeos que estão disponíveis no site.

Avaliação

Releia os capítulos anteriores e esteja preparado para iniciar as práticas da primeira semana.

                 

 

Estudo Dirigido – Atenção Plena -

Capítulo 5 Semana um: acordar para o piloto automático

Palavras Chaves

Piloto automático. Memória operacional. Hábitos. Atenção Plena. Controle. Estresse. Ansiedade. Tristeza. Meditação da Passa. Atividades rotineiras despercebidas. Inquietude da mente. Portal para a Atenção Plena. A respiração como âncora para a atenção. Atenção plena do corpo e da respiração. Cérebros de borboleta. Liberador de hábitos. 4 práticas para a semana 1.

Roteiro de Estudo do Capítulo 5

Leia o Capítulo 5 e sublinhe ou use um marcador de texto o que lhe chamou a atenção.

Faça um resumo das ideias e selecione os aspectos fundamentais.

Questionário de Fixação

Como funciona o “piloto automático”?

O que é “memória operacional”?

Como a memória operacional contribui para a formação de hábitos?

Como a Atenção Plena modifica o piloto automático?

Qual é o primeiro estágio para recuperar sua atenção inata?

Descreva a meditação da passa.

Como tornar consciente as atividades rotineiras?

Como a inquietação da mente pode ser um portal para a Atenção Plena?

Descreva as 5 razões da escolha da respiração como foco de treinamento da Atenção.

Descreva a prática da Atenção Plena na Respiração. (Pg. 74. Faixa 1 do CD).

Como lidar com as divagações da mente? (cérebros de borboleta).

O que são exercícios liberador de hábitos?

Pesquisa Individual

Procure no youtube vídeos sobre a prática da meditação na respiração.

Avaliação

Realize as quatro práticas para a semana um. (quadro na página 79).

Avalie a qualidade de sua prática e os resultados obtidos.

                 

 

Estudo Dirigido – Atenção Plena -

Capítulo 6 Semana dois: conscientizar-se do corpo

Palavras Chaves

Estado de espírito resultante de estímulos do corpo e da mente. Ciclo de feedback. Corpo e pensamentos. Pesquisa de Gary Wells e Richard Petty. Atenção plena no corpo. Reatividade da mente. Exploração do corpo (varredura do corpo) (Body Scan). Meditação da exploração do corpo (body scan). Expectativa e realidade. Mente e corpo. Exploração do corpo e modo atuante (doing mode). Aqui e Agora. Exercício de gratidão.

Roteiro de Estudo do Capítulo 6

Leia o Capítulo 6 e sublinhe ou use um marcador de texto o que lhe chamou a atenção.

Faça um resumo das ideias e selecione os aspectos fundamentais.

Questionário de Fixação

Como os estímulos do corpo e da mente influenciam no estado de espírito.

Descreva os experimentos dos psicólogos Gary Wells e Richard Petty (1980).

Por que é importante a integração com nosso corpo para cultivar a Atenção Plena?

Como a meditação traz uma nova perspectiva das coisas?

Como aprofundar a capacidade de ver a reatividade da mente?

Como praticar a “exploração/varredura do corpo” (Body Scan).

Como as “expectativas” diferem da “realidade” de suas experiências?

Quais as características do modo atuante (doing mode)? (Pg. 90).

Como apreciar o Aqui e Agora.

Como fazer o exercício da “gratidão dos dez dedos”?

Pesquisa Individual

Procure no youtube vídeos sobre a prática da exploração/varredura do corpo (body scan).

Veja o vídeo sobre a gratidão em www.gehsh-medita.net

Avaliação

Realize as três práticas para a semana dois. (quadro na página 94).

Avalie a qualidade de sua prática e os resultados obtidos.

          

 

 

Estudo Dirigido – Atenção Plena -

Capítulo 7 Semana três: o rato no labirinto

Palavras Chaves

Espírito com que se age. Sistema de evitação da mente. Sensação de aprisionamento. Conscientização da espiral negativa. Tristeza empática. Empatia. Incorporação na vida diária. Movimento atento. Mente divagante. Forma de ampulheta do espaço de respiração.

Roteiro de Estudo do Capítulo 7

Leia o Capítulo 7 e sublinhe ou use um marcador de texto o que lhe chamou a atenção.

Faça um resumo das ideias e selecione os aspectos fundamentais.

Questionário de Fixação

Qual a lição da metáfora do menino puxando a rédea do burrico?

Como o experimento dos psicólogos da Universidade de Maryland (2001) mostraram que o espírito com que você faz algo é tão importante quanto o próprio ato?

Qual a sensação que mais ativa o sistema de evitação da mente?

Como começar a dissipar a espiral negativa das sensações?

O que o simples ato de observar proporciona?

Por que é importante abrir-se à empatia?

Como incorporar essas percepções a sua vida diária?

Quais as três meditações da semana 3?

Descreva a meditação do Movimento Atento? (Faixa 3 do CD).

Descreva a meditação da Respiração e do Corpo? (Faixa 4 do CD).

Como lidar com a mente divagante?

Descreva a meditação do Espaço de Respiração de três minutos. (Faixa 8 do CD).

Descreva a forma de ampulheta do Espaço de Respiração.

Qual a intenção das práticas Liberador de Hábitos.

Práticas para a semana 3. (Quadro na página 111).

Pesquisa Individual

Procure no youtube vídeos sobre a prática da meditação andando.

Veja os vídeos em www.gehsh-medita.net

Avaliação

Realize as três práticas para a semana três. (quadro na página 111).

Avalie a qualidade de sua prática e os resultados obtidos.

     

 

Estudo Dirigido – Atenção Plena -

Capítulo 8 Semana quatro: ir além dos rumores

Palavras Chaves

Interpretação do mundo e forma de reagir. “Modelo ABC”. Observação dos pensamentos. Sintomas de estresse. Observar-reconhecer-abandonar. Fábrica de rumores. Meditação de sons e pensamentos. Receber e observar. Espaço de respiração de três minutos. Agir de forma sábia.

Roteiro de Estudo do Capítulo 8

Leia o Capítulo 8 e sublinhe ou use um marcador de texto o que lhe chamou a atenção.

Faça um resumo das ideias e selecione os aspectos fundamentais.

Questionário de Fixação

Como a maneira como interpretamos o mundo faz diferença na forma como reagimos?

Descreva o “Modelo ABC”.

Como se manifesta o poder dos rumores?

Como confrontar a fábrica de rumores?

Como reconhecer os sintomas de estresse?

Descreva a Meditação de Sons e Pensamentos.

Quais os dois elementos-chaves na Meditação de Sons e Pensamentos?

Como observar Pensamentos e Sentimentos?

Descreva a Meditação do Espaço de Respiração de três minutos.

Como meditar na fila frustrante?

Pesquisa Individual

Procure no youtube vídeos sobre mindfulness de Jon Kabat-Zinn.

Avaliação

Realize as três práticas para a semana quatro. (quadro na página 128).

Avalie a qualidade de sua prática e os resultados obtidos.

           

 

Estudo Dirigido – Atenção Plena -

Capítulo 9 Semana cinco: enfrentar as dificuldades

Palavras Chaves

Vulnerabilidades. Aceitação no contexto da Atenção Plena. A hospedaria (Rumi). Explorar as dificuldades. Duas etapas da aceitação. Reação do corpo.

Roteiro de Estudo do Capítulo 9

Leia o Capítulo 9 e sublinhe ou use um marcador de texto o que lhe chamou a atenção.

Faça um resumo das ideias e selecione os aspectos fundamentais.

Questionário de Fixação

Como estamos nos relacionando com as coisas que no dia a dia nos recordam de nossas vulnerabilidades?

Em que consiste a ACEITAÇÃO no contexto da Atenção Plena?

Comente o poema de Rumi – A hospedaria.

Descreva a Meditação de Explorar as Dificuldades.

Descreva as duas etapas da Aceitação.

Como explorar a aceitação dia após dia?

Quais os dois motivos interligados que faz funcionar a aceitação atenta às dificuldades?

Quais as quatro opções que se abrem após completar a Prática do Espaço de Respiração.

Descreva os três passos extras que podem ser acrescentados.

Complemente o estudo deste capítulo com o texto da terceira semana do curso Meditar em 10 Semanas. 3a RAIN.doc

Pesquisa Individual

Veja o artigo sobre R.A.I.N de Jack Kornfield. Disponível no site www.gehsh-medita.net

Avaliação

Realize as cinco práticas para a semana cinco. (quadro na página 145).

Avalie a qualidade de sua prática e os resultados obtidos.

               

 

 

Estudo Dirigido – Atenção Plena -

Capítulo 10 Semana seis: prisioneiro do passado ou vivendo no presente?

Palavras Chaves

Prisioneiro (trapped). Sofrimento mental (mental pain). Estados mentais. Engajamento doloroso. Lembranças. Memória genérica e específica. Gentileza. Meditação da amizade (loving-kindness). Relação com os pensamentos.

Roteiro de Estudo do Capítulo 10

Leia o Capítulo 10 e sublinhe ou use um marcador de texto o que lhe chamou a atenção.

Faça um resumo das ideias e selecione os aspectos fundamentais.

Questionário de Fixação

O que constitui o sofrimento mental (mental pain) dos pensamentos que não param de girar?

Como os estados mentais podem nos aprisionar? (States of mind that can entrap us...)

Como ocorre a lembrança de eventos reais? (Memória genérica e específica).

De onde vem a sensação de permanência de que as coisas são irreversíveis?

Como ocorrem as mudanças?

Descreva a meditação da Amizade. Pg. 155. Faixa 7 do CD.

Reflita sobre os exemplos de casos do capítulo.

Como estender o espaço de respiração aos pensamentos negativos? Pg. 161.

Descreva os dois liberadores de hábitos para a semana 6.

Reflita sobre o texto de Einstein sobre a gentileza. Pg. 164.

Pesquisa Individual

Veja no youtube vídeo sobre a meditação da amizade. (metta meditation). (loving kindness).

Avaliação

Realize as práticas para a semana seis. (quadro na página 164).

Avalie a qualidade de sua prática e os resultados obtidos.

               

 

Estudo Dirigido – Atenção Plena -

Capítulo 11 Semana sete: quando você parou de dançar?

Palavras Chaves

Funil da exaustão. Sintomas do estresse. Atitudes revigorantes e desgastantes. Reequilibrar a vida diária. Motivação e ação. Ação hábil.

Roteiro de Estudo do Capítulo 11

Leia o Capítulo 11 e sublinhe ou use um marcador de texto o que lhe chamou a atenção.

Faça um resumo das ideias e selecione os aspectos fundamentais.

Questionário de Fixação

Descreva o Funil da Exaustão.

Por que as pessoas que descem mais fundo são as mais conscienciosas?

Quais os sintomas mais comuns do estresse?

Faça o teste das atividades. Pg. 169.

Como restabelecer o equilíbrio entre as coisas que revigoram e aquelas que o esgotam. Pg. 171.

Por que quando estamos deprimidos é preciso FAZER algo antes que a MOTIVAÇÃO venha?

Quais são as três opções para a AÇÃO HÁBIL?

Como transformar algumas atividades comuns em Sinos de Atenção Plena? Pg. 180.

Pesquisa Individual

Veja no youtube vídeo dos Cinco ritmos da alma. Gabrielle Roth.

Avaliação

Realize as práticas para a semana sete. (quadro na página 182).

Avalie a qualidade de sua prática e os resultados obtidos.

                

 

Estudo Dirigido – Atenção Plena -

Capítulo 12 Semana oito: sua frenética e preciosa vida

Palavras Chaves

Resumo das semanas. Paz num mundo frenético. Tarefa sustentável. Escolhas das práticas.

Roteiro de Estudo do Capítulo 12

Leia o Capítulo 12 e sublinhe ou use um marcador de texto o que lhe chamou a atenção.

Faça um resumo das ideias e selecione os aspectos fundamentais.

Questionário de Fixação

Reflita sobre os lembretes das práticas dos capítulos anteriores. Pg. 185.

Como encontrar a paz num mundo frenético?

Como viver sua vida agora, de momento a momento?

Por que a Atenção Plena não é uma versão alternativa de psicoterapia?

Reflita sobre a afirmação: A semana oito é o resto de sua vida.

Como tecer o próprio paraquedas: atenção plena para manter sua paz em um mundo frenético? Pg. 188.

É hora de decidir de decidir qual prática ou combinação de práticas você vai sustentar.

Reflita sobre o texto da página 193.

Pesquisa Individual

Veja nas notas artigos ou livros que possam lhe interessar para a aprofundar seus conhecimentos.

Avaliação

A semana oito é o resto de sua vida.

Realize as práticas para a semana oito. (quadro na página 188).

Avalie a qualidade de sua prática e os resultados obtidos.

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Inteligência Emocional de Daniel Goleman


INTRODUÇÃO

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

Uma teoria revolucionária que redefine os conceitos de inteligência.

Inteligência é emoção. QI não é destino. O fascinante e convincente livro Inteligência Emocional, de Daniel Goleman revela que a nossa visão sobre este assunto ainda é muita estreita. Ao contrário do saber científico que sempre predominou nos círculos intelectuais e bancos de escolas, Daniel Goleman revoluciona conceitos mostrando que o QI de uma pessoa não é garantia de sucesso e felicidade. No Brasil, o livro de Goleman tornou-seu um verdadeiro fenômeno editorial com mais de 400 mil exemplares vendidos.

Utilizando inovadoras pesquisas cerebrais e comportamentais, Goleman, PhD pela Universidade de Harvard, mostra porque pessoas de QI alto fracassam e outras, cujo quociente é mais modesto, apresentam uma trajetória de vida de sucesso. O livro de Goleman ainda derruba um outro tabu: o mito de que a inteligência seria determinada pela genética. Para o cientista, a inteligência está ligada à forma como negociamos as nossas emoções. A inteligência emocional seria esta capacidade de autoconsciência, controle de impulsos, persistência, empatia e habilidade social.

A tese de Goleman está baseada numa síntese original, feita a partir de pesquisas e recentes descobertas sobre o funcionamento do cérebro. Ele mostra como a inteligência emocional pode ser alimentada e fortalecida em todos nós, principalmente na infância, período no qual toda a estrutura neurológica encontra-se em formação.


CONCEITOS-CHAVE

  • O QI contribui somente 20% (vinte por cento) para o sucesso na vida - o restante é proveniente da Inteligência Emocional (EI);

  • Inteligência Emocional é dividida em cinco áreas: auto-consciência, controle emocional, motivação, empatia, administração dos relacionamentos;

  • Os seres humanos tem o equivalente a duas mentes, uma para razão, outra para os sentimentos;

  • As duas seções do cérebro operam independentemente;

  • As emoções mais fortes interferem no pensar mais racional;

  • O objetivo é encontrar um contrapeso inteligente entre razão e emoção.

  • Aprimorar a Inteligência Emocional é um imperativo para um gerenciamento mais efetivo;

  • O feedback é uma necessidade no gerenciamento da Inteligência Emocional;

  • O sucesso de um grupo não é determinado pelo seu Quociente de Inteligência (QI) mas pela sua Inteligência Emocional (EI).


INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

A década passada trouxe o surgimento na biologia da pesquisa da personalidade e da emoção.

Baseado nestes estudos, concluímos que ao menos uma parcela de nossa inteligência e personalidade está determinada pela genética.

Mas isto levanta a pergunta: O que nós podemos mudar? Por que algumas pessoas inteligentes não encontram o sucesso, enquanto pessoas "menos inteligentes" prosperam? A resposta encontra-se num jogo de habilidades chamado de Inteligência Emocional (IE).

A evolução deu-nos emoções para ajudar-nos lidar com as situações perigosas.

As emoções evoluíram para nos dirigir à ação da tomada quando em situação de perigo. Nós retemos o sistema emocional de nossos antepassados "homens da caverna’", que enfrentaram regularmente situações da vida-e-morte. Na sociedade moderna, aquelas emoções oprimem freqüentemente o raciocínio. Em um sentido real, nós temos duas mentes, uma que pensa e uma que sente.

A mente racional nos deixa pensar, ponderar e refletir. Mas a mente emocional é impulsiva e poderosa.

Geralmente, trabalhamos os dois em harmonia, mas os sentimentos intensos permitem as vezes que a mente emocional domine a mente racional.

As emoções evoluíram primeiramente no cérebro. O sistema límbico, envolve o cerebelo.

Este é o centro da emoção passional e influencia também a aprendizagem e a memória.

Uma evolução mais atrasada produziu o neocórtex, onde o cérebro pensa.

Entrementes, nos lados do cérebro, cresceram as amígdalas, um par de estruturas que agem como um depósito da memória emocional.

O amígdala dá a vida o significado emocional e da paixão. Em uma crise, reage quase imediatamente, mais rapidamente do que o neocórtex. Este cérebro emocional pode agir independentemente do cérebro racional. O amígdala remete às memórias do lado emocional, provocando reações, assim que temos lembranças vívidas de prazer ou o perigo.

Quando a amígdala nos empurra para a ação, o córtex trabalha como um amortecedor. Sufoca ou controla os sentimentos. Nós experimentamos seqüestros emocionais quando a amígdala é provocada e o neocórtex não a controla. As fortes emoções interferem na extensão da atenção e em cada aspecto do pensar desobstruído.

Mesmo assim, nosso objetivo nunca deve ser eliminar a emoção. Em substituição, nós devemos encontrar um contrapeso inteligente entre razão e emoção.

"A noção de que há um pensamento puro, racional, livre de sentimentos é uma ficção."

"Em termos do projeto biológico dos circuitos neurais básicos da emoção, quando nascemos, somos carregados com o que foi melhor trabalhado das 5.000 (cinco mil) últimas gerações da humanidade e não apenas das 500 (quinhentas) últimas e certamente não só das últimas cinco."


COMPONENTES DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

O QI contribui com apenas 20% (vinte por cento) para o sucesso na vida. O restante é resultado da Inteligência Emocional, incluindo fatores como a habilidade para motivar a si próprio, persistência, controle dos impulsos, regulagem do humor, empatia e esperança. QI e Inteligência Emocional não são competências opostas. Elas trabalham separadamente. É possível ser intelectualmente brilhantes e emocionalmente inapto. Isto causa muitos problemas na vida.

As cinco maiores áreas da Inteligência Emocional são:

  • Auto-Consciência: conhecer as próprias emoções

  • Controle Emocional: segurar os sentimentos quando é apropriado

  • Motivação: ordenar as emoções à serviço de um objetivo

  • Reconhecer as emoções dos outros: empatia, que é a habilidade fundamental das pessoas

  • Administrar os relacionamentos: habilidade de administrar as emoções com outras pessoas.

Auto-Consciência

Aparentemente nossos sentimentos parecem óbvios, mas muitas vezes eles estão escondidos de nós. A auto-consciência emocional é estar sempre atento para nossos estados internos, incluindo as emoções. É um estado neutro em que continuamos em nos "auto-examinar emocionalmente" mesmo durante intensas emoções.

Para finalidades práticas, a auto-consciência e a habilidade de mudar nosso humor são a mesma coisa.

As emoções podem ser e são...

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