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Designer gráfico
Designer gráfico é o profissional habilitado a efetuar atividades relacionadas ao design gráfico. Logo, o designer gráfico é aquele profissional que traz ordem estrutural e forma à informação visual impressa ou virtual.
Exemplos de produtos do trabalho de um designer gráfico são as páginas diagramadas de um livro ou uma revista, a configuração visual de uma embalagem, logotipos de empresas e instituições, fontes tipográficas, entre outros. O escopo de sua atividade pode também se estender à reflexão das possibilidades de estruturação visual das mensagens e sua repercussão social:
assim como um arquiteto não apenas projeta edifícios mas também reflete acerca da organização do contexto urbanístico de um assentamento humano, é papel do designer gráfico não apenas desenvolver soluções visuais de comunicação, mas também refletir acerca do atual âmbito de produção e consumo de mensagens. São de relevância para o designer gráfico exercer sua atividade o domínio sobre as tecnologias que lhe servem de ferramenta, e a construção de um repertório visual e de cultura geral amplos.
O termo, a princípio, descreve habilitações diversas que mantêm uma formação ou prática semelhante. Portanto, designer de livros, designer de tipos, diagramador, designer de embalagem ou designer de cartaz, por exemplo, seriam diferentes atuações de designers gráficos. O mais importante para definir a área de atuação de um designer gráfico é perceber a natureza dessa atuação (mídia impressa) e se ela é relacionada à acepção geral do termo design gráfico. A denominação foi cunhada originalmente em inglês (graphic designer), por William Addison Dwiggins em 1922.
Profissão
No Brasil, a profissão do designer gráfico passa por processo de regularização. Foi aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Congresso Nacional o projeto que regulamenta a profissão de designer. O PLC 24/2013 determina que somente os titulares de curso superior, ou pessoas com experiência mínima de três anos até a data de publicação da lei, possam exercer a profissão de designer. Afinal, o curso é reconhecido pelo Ministério da Educação. Se não houver recurso para votação em Plenário, a proposta seguirá para a sanção presidencial. O texto da proposta determina que fica vedada a entrada no mercado de trabalho de pessoas sem a adequada qualificação para realizar atividades envolvendo desenhos industriais, pesquisa, magistério, consultoria e assessoria, conexas aos desenhos. Além disso, o fruto do trabalho do designer passa a ser protegido pela Lei dos Direitos Autorais.
Enquanto não ocorre tal aprovação a profissão que não é regularizada (o que significa que não existe Conselho de Classe, como o CREA ou a OAB), embora conste no Catálogo Geral de Profissões do Ministério do Trabalho,[1] a legislação permite que qualquer cidadão exerça a atividade, normalmente isto é feito por profissionais formados em escolas superiores de Design. Por exemplo, o curso superior de Desenho industrial possui a habilitação programação visual ou design visual que englobam, dentre outras especializações de um designer, o design gráfico. Antes delas surgirem, porém, uma grande quantidade de profissionais estabeleceu-se após receberem formação em áreas correlatas, como a arquitetura (especialmente designers formados pela FAUUSP) e em cursos como o do Instituto de Arte Contemporânea do Museu de Arte de São Paulo.
esign visual
Design visual é o design atuando em qualquer mídia ou suporte da comunicação visual.
Trata-se de uma terminologia que abrange todas as extensas especializações existentes no design aplicado na comunicação que se utiliza de canal visual para transmissão de mensagens, justamente por este termo relacionar-se ao conceito de linguagem visual de alguns meios de comunicação e não limitar-se ao suporte de determinada mídia envolvida, assim como fazem os termos design gráfico (mídia gráfica - impressos) ou design digital (mídia eletrônica - interface). Um profissional da área possui formação em programação visual pode ser chamado de designer visual, além de designer gráfico ou programador visual.
Dentre as especializações do design visual mais comuns na atualidade se encontram:
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Design visual independente do suporte aplicado
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Design visual na mídia gráfica (impressão) - Design Gráfico
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Design visual na mídia eletrônica (interface) - Design Digital
Design de informação ou infodesign, é uma área do design gráfico que lida detalhadamente com o projeto da informação visual. Seu objetivo principal é melhorar a forma como o usuário adquire informação em sistemas de comunicação analógicos e digitais.
Objetivo[editar | editar código-fonte]
Um dos objetivos do design de informação é equacionar os aspectos sintáticos, semânticos e pragmáticos que envolvem os sistemas de informação através da contextualização, planejamento, produção e interface gráfica da informação junto ao seu público alvo. Seu princípio básico é interface gráfica da informação junto ao seu publico alvo, bem como otimizar o processo de aquisição da informação efetivado nos sistemas de comunicação analógicos e digitais.
O design de informação abrange vários campos, tais como ilustração, fotografia, cartografia, design gráfico, design industrial, arquitetura, psicologia experimental, entre outros. Sua multidisciplinaridade fornece ferramentas para atuar em todos os campos envolvidos. Em contrapartida, Knemeyer (2003) ressalta a importância do design da informação como um integrador que aglutina várias disciplinas de modo a criar soluções de informação de alta qualidade.[1]
Na ciência da computação e tecnologia informacional, o termo design de informação é muitas vezes usado como sinônimo para (mas não é necessariamente a mesma disciplina que) arquitetura de informação, design de sistemas de informação, bancos de dados ou estruturas de informação.
Para Wildbur e Burke (1998), o design de informação, em seu sentido amplo, é uma atividade relacionada à seleção, organização e apresentação de informação para uma determinada audiência. Essa informação pode ter origem em diversas fontes: mapas climáticos, tabelas de vôos, dados populacionais. O design da informação implica a responsabilidade de transmissão de conteúdos de modo preciso e neutro.[1]
Horn (1999) enfatiza que Design da Informação é definido como a ciência de preparar as informações para que elas possam ser usadas por pessoas com eficiência e eficácia. Seus objetivos principais são:
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Desenvolver documentos que sejam compreensíveis, precisos e rapidamente recuperáveis, e fácil de se transformar em ações efetivas.
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Projetar interações através de equipamentos que sejam naturais, fáceis e agradáveis. Isto envolve resolver os problemas do design da interface humano-computador.
O design da informação vai se estabelecendo como um campo que conjuga determinados conhecimentos, traduzindo-se em uma disciplina cujo objetivo é organizar e apresentar dados, transformando-os em informação válida e significativa.
Arquitetura da informação[editar | editar código-fonte]
Relacionado com o design de Informação, há ainda o arquiteto da informação, papel de arquivistas, bibliotecários e cientistas da informação, que surgiu com a Revolução Industrial, onde o fluxo de informação começou a crescer cada vez mais rápido e o armazenamento de todo esse fluxo tornou-se impossível de fazer sem um profissional capacitado. A atividade do arquiteto da informação consiste em organizar, de modo viável e que possa ser aproveitado depois, todo e qualquer recurso informacional ou qualquer tipo de conhecimento.[2]